As crianças não precisam ser corrigidas, elas precisam ver os pais se corrigindo

Mudar um comportamento criando um novo hábito pode ser doloroso para os pais. Mas assim como para criar músculo você sofre, mudar a mente não é diferente

Publicado originalmente no UOL Papo de Mãe em 01.04.2022


Não existe um fardo maior para a criança do que a vida não vivida dos pais. Nossa responsabilidade não é mostrar para os nossos filhos como abdicar de nossos sonhos, mas como mantê-los vivos até o ultimo dia de nossas vidas.


Na busca em criar filhos “perfeitos“ e emocionalmente fortes, não percebemos que o chamado da maternidade é nos tornarmos um modelo de como viver a vida, e não sobre encontrar ferramentas e maneiras adequadas para corrigir o comportamento da criança.


Sua criança só se permite se cuidar e ser feliz o tanto quanto ela vê você se permitindo. Como você a visualiza no futuro?


A mãe e o pai são um modelo que mostra aos filhos como viver. As crianças não precisam ser salvas, eles precisam ver e presenciar seus pais se salvando.

Mudar um comportamento e criar um hábito pode ser realmente doloroso. Mas assim como para criar músculo você sofre, mudar a mente não é diferente. Então prepare-se.


Conheci uma grande empresária que me contou sobre um momento emocional na vida dela que foi um verdadeiro ponto de inflexão, que moldou a trajetória de um comportamento sobre a frustração.


Vou chamá-la aqui de Sabrina e ela era filha de um vendedor. Todo dia seu pai saia cedo para trabalhar e muitas vezes voltava para casa tarde, após a pequena Sabrina dormir.


Numa sexta-feira de verão, Sabrina pediu muito ao seu pai que retornasse cedo para casa, porque ela queria passear com ele. Sabrina passou o dia aguardando ansiosamente o momento em que seu pai havia prometido chegar.


No fim do dia, o jantar já havia passado, Sabrina foi para perto da janela na espera da grande chegada, mas o pai não chegou cedo. Sabrina foi dormir muito triste, sentia muita frustração. Quando seu pai chegou, ela estava já dormindo e ele acabou se esquecendo do combinado.


Com o passar dos anos, Sabrina acabou alimentando esse sentimento em diversas situações similares. Muitas de suas relações acabavam em profunda frustração. Isso acontecia porque Sabrina acabou cultivando um hábito de se envolver em situações em que buscava sentir novamente a frustração. Não sentir confiança em pessoas que ela admirava se tornou uma expectativa.


No trabalho, na família e com os filhos, esse comportamento se repetia. Por um lado, esse sentimento a levou a se tornar uma grande empresária. Mas por outro, acabava sendo muito difícil para ela cultivar relacionamentos duradouros e criar momentos de alegria com os filhos.

(...)


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