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Chegando aos 8 anos!

Aprendi e continuo aprendendo que o melhor jeito de cuidar dos nossos filhos é cuidando da gente mesmo. É acessar essas memórias e ganhar intimidade com a nossa história.


Falar sobre educação dos filhos é algo que mexe com a gente, somos tomados por uma sensação de vergonha, medo e até mesmo uma certa irritação como se a gente tivesse que saber e ter todas as respostas para os desafios com as crianças. E diante desses sentimentos a gente tem dois caminhos:

O primeiro é evitar e dizer que criança é assim mesmo e no fim dá certo. O segundo é assumir que temos muito que aprender e que ninguém nasceu sabendo.

Nossas meninas farão 8 anos em Maio! E os 7 anos estão sendo maravilhosos, mesmo num mundo em Pandemia! Não porque fomos capazes de viajar ou passear em muitos lugares, mas sim porque fomos capazes de criar memórias muito legais para elas.


Tivemos dois coelhos, e em poucos meses tivemos que nos desfazer dos dois coelhos (marido descobriu que é muito alérgico!). As duas aprenderam tanto na escola, saíram de alunas ok para alunas excelentes, são as melhores da sala em matemática, e acreditem, em alemão (lembre-se que moramos fora do Brasil).


E ainda houveram momentos também tristes, a irmã de uma coleguinha de sala faleceu de leucemia. Nesse momento de luto da família, nossas filhas demonstraram muito apoio a amiga. Elas começaram a entender como é esse ciclo da vida, e que desafios assim podem acontecer com qualquer pessoa.


Aos 7 anos, a criança começa a ter novos interesses, a questionar sobre assuntos diversos e as perguntas sobre vida, morte, universo, religião costumam surgir com mais intensidade e mais complexidade.


Os diálogos tornam-se mais intensos e produtivos e ela começa a entender melhor a ironia, o sarcasmo e outras piadinhas na nossa linguagem que antes era mais difícil entender. Você sabia que o sarcasmo pode ser um sinal de inteligência, e normalmente começam já nessa fase e segue “aprimorando” até a adolescência?


A criança de 7 anos quer acertar, quer chegar primeiro, ela sente uma certa vontade de atingir a excelência e sentir que está fazendo direito, ela não quer decepcionar.


Por isso cuidado com as críticas, seja gentil, brinque, faça acordos, use o lúdico para conseguir a colaboração. Pois as ordens certamente serão motivos para a rebeldia.


Quando lidamos com esses seres pequenos, sem perceber, a gente costuma abrir uma pequena fresta do nosso baú de memórias, a gente abre bem pouquinho, pois acessar essas memórias, dá um medo grande. Mas não se engane, não dá para deixar escondido o que a gente sente.


E lembre-se, Memória é um sentimento intenso vinculado a um fato. Portanto, se você intencionalmente quer criar uma boa memória, atente-se a isso.


Aproveite os pequenos e importantes fatos da vida e entregue ao seu filho ou filha o melhor dos seus sentimentos!


Aprendi e continuo aprendendo que o melhor jeito de cuidar dos nossos filhos é cuidando da gente mesmo. É acessar essas memórias e ganhar intimidade com a nossa história.


Filhos são uma oportunidade para que a gente se reconheça.


Se achar que faz sentido, compartilhe.💓


Publicado em Parentalidade

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