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Como falar sobre a guerra para crianças?

Não tem como ignorar o assunto e as crianças também querem entender o que é a guerra e o que está acontecendo

*Publicado originalmente no UOL Papo de Mãe em 02.03.2022


Hoje, elas chegaram da escola assustadas, ouviram sobre a guerra que está acontecendo nesse momento na Ucrânia. O amigo da sala está inconsolável, os avós, primos e familiares estão em meio aos bombardeios.


Não sabendo onde encaixar tamanha incompreensão, questionaram qual seria nossa parte. O que poderíamos fazer? Quais atitudes poderiam fazer a diferença?


Ser agente de transformação influenciando positivamente o ambiente que vivemos é uma pauta diária em nossa casa. Eu considero a maternidade como algo potencialmente revolucionário, não somente pelas possibilidades que eu tenho de ensinar outros seres humanos, mas principalmente pela necessidade que tenho de aprender com as crianças.


No budismo, aprendemos que toda força para transformar um ambiente está dentro de qualquer indivíduo. E esse sentimento é contagiante, como uma gota que propaga ondas ao cair num lago.


Todo mundo quer um mundo melhor, eu ouço isso o tempo inteiro. Esse é um bom começo para a mudança, já que tudo começa com um pensamento. Desse pensamento, avançamos em novos discursos e iniciamos novas ações. Pensamentos, palavras e ações alinhadas com o objetivo de propagar e solidificar o humanismo, a empatia.


É raro escutar pessoas falando sobre a sua própria responsabilidade na construção desse mundo. Acho que a gente vive numa cultura que nos coloca nesse lugar de espectadores, de um mundo que é grande demais para ser mudado. Que basta passar para próximo stories e tudo ficará bem.


Eu acredito profundamente em micro revoluções. Dessas que a gente faz porque quer e com o que tem, todo dia um pouquinho. Dessas que pedem mais coragem do que você imagina. Eu acredito em mudanças simples de linguagem, mudanças de comportamento que acolhem o outro. Acredito na micropolítica, naquilo que a gente faz todo dia, no corpo a corpo, na força da tentativa, muito no processo de mapear uma ferida, e agir, de novo e de novo.

(...)


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