Empatia

As crianças reclamam mesmo depois de um passeio super legal, mesmo depois que ganham um presente incrível, mesmo depois daquele sorvete delicioso. E a gente reage como? Reclamando também, quase igual a eles.

“Você só sabe reclamar, depois de todo o esforço que eu tive para….”

Nos ressentimos pelo não reconhecimento do nosso esforço e pela vontade de sermos agradamos.

As crianças vão reclamar, e reclamam porque são crianças. Elas não precisam de um consórcio emocional. Precisam de pais dispostos a estabelecer uma comunicação mais eficiente e com menos necessidade de reconhecimentos.

Nem sempre saberemos como agir. E tudo bem não saber, o importante é saber para onde voltar, qual a sua intenção, e onde se nutrir de informações para agir.

Tudo bem reclamar. Tudo bem não gostar. Tudo bem não querer.

Tente entender o que pode estar por trás do seu incômodo.


Conheci um grande empresário que me contou sobre seu MEPI, sobre seu momento emocional — seu ponto de inflexão — que moldou a trajetória de um comportamento sobre a frustração. Vamos chama-lo de João.

O pequeno João era filho de um vendedor. Todo dia seu pai saia cedo para trabalhar e muitas vezes voltava para casa tarde, após o pequeno João dormir.

Numa sexta-feira de verão, João pediu muito ao seu pai que retornasse cedo para casa, porque ele queria tomar picolé com ele. João passou o dia aguardando ansiosamente o momento em que seu pai havia prometido chegar.


No fim do dia, o jantar já havia passado, e seu pai não havia chegado. João foi dormir muito triste, sentia muita frustração. Quando seu pai chegou, João estava já dormindo e o pai acabou se esquecendo de trazer o picolé.

Com o passar dos anos, João acabou alimentando esse sentimento em diversas situações diferentes. Muitas de suas relações acabavam em profunda frustração. Isso acontecia porque João, hoje já adulto, acabou cultivando um hábito de se envolver em situações em que ele buscava sentir novamente a frustração.


No trabalho, na família e com os filhos, esse comportamento se repetia. Por um lado, esse sentimento o levou a se tornar um grande empresário, mas por outro, acabava sendo muito difícil para ele cultivar relacionamentos duradouros e criar momentos de alegria com os filhos.

Foi encontrando esse M.E.P.I. (Momento Emocional, um Ponto de Inflexão) que João foi capaz de entender o seu hábito, e criou condições para que ele conseguisse transformar e mudar a sua percepção sobre a frustração.

Na filosofia, encontramos muitos pensadores que explicam sobre a linguagem e sobre as emoções. John Locke, por exemplo, explica que ao longo da vida nós formamos conceitos (significado das coisas) de acordo com nossas percepções, em outras palavras, nós aprendemos e criamos significados a partir de como entendemos o mundo a nossa volta.

Exemplos simples ajudam a entender isso: o conceito de FRIO para uns remete ao prazer de comer um picolé, para outros FRIO lembra sofrimento e encolhimento; FAMíLIA para muitos pode ser uma coisa positiva, muita festa e parceria, mas para uma significativa parcela da sociedade, FAMíLIA também pode significar confusão, conflitos, medo, abuso psicológico ou físico, violência e outros significados bem complicados.

Esse exercício de entender os seus próprios significados, entender as suas percepções sobre o mundo, vale para todas as coisas — como o que é ser pai, ser mãe e o que é ter uma família.

Entender quem você realmente é, visualizar quem está por trás das máscaras que você aceitou da vida, é a chave para sua transformação como mãe e como pai.

Perguntar para si Por Que? Para Que? Como? Ajuda a entender o seu comportamento sobre as situações. Mas não será apenas isso que o ajudará a encontrar o seu M.E.P.I.

Seguindo este link te levará a um documento importantíssimo que vai te ajudar nessa jornada diária de criação de valores.

Mepi_Introducao
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Seu filho ou filha é um grande valor humano e você é um importante instrumento para seu desenvolvimento humano e para o fortalecimento de sua inteligência emocional. E, por favor, encaminha esse conteúdo para alguém que você admira, alguém que você valoriza, e vamos juntos mudar a vida de muitas pessoas!


Publicado em Parentalidade

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