Risos E Felicidade

Fazer as outras pessoas se sentirem felizes não está dentro da sua responsabilidade, não importa quem seja.

Essa foi minha frase diante da queixa das meninas dizendo que uma de suas professoras nunca sorri e que, portanto, elas fazem muita bagunça, piadas e riem de tudo durante a aula apenas para tentar tirar meio sorriso do rosto da professora.

É bonito de ver né, mas…

A crença de que somos responsáveis pela felicidade ou infelicidade do outro está enraizada, parece que já nascemos com o chip da responsabilidade pelo que o outro sente.

Sair desse ciclo leva tempo e demanda muita energia, o caminho é entender o nosso tamanho (quem somos) e sobre o que nos cabe (qual meu papel).

Fazer uma piada pode sim tirar um sorriso do rosto de outra pessoa, demonstrar um carinho também pode aquecer o coração de alguém, mas não transformará o que ela está sentindo.

É entender o falso movimento que ao se projetar como responsável pelos sentimentos de outra pessoa, tiramos a responsabilidade do outro de agir consigo mesmo.

A gente não consegue tirar a dor de ninguém ou fazer a angústia passar.

Mesmo que seja do filho, da nossa mãe, da amiga ou da professora, ainda que esse seja o nosso mais profundo desejo.

O único caminho possível é ficar ao lado e ajudar na travessia que é única e somente de cada um. A alegria é de fato contagiante, mas não pode invadir o universo do outro.


Recebi uma mensagem um dia desses que se encaixa muito no que passamos por aqui em casa. Vamos lá.

Quando eu tinha 17 anos, quase completando 18, minha mãe queria muito me ensinar a dirigir. Só que o que era para ser uma experiência legal, transformou-se num caos. Ela só gritava, colocava o pé no painel, mão no freio de mão e a outra no suporte da porta, pedia para parar. Tudo o que você pode imaginar. E ela não deixava meu pai ensinar, só ela podia. Foi um transtorno tão grande, que passei anos não conseguindo dirigir bem, e acho que também afetou em outros aspectos. Quando eu tento uma coisa nova, sempre me vem a memória dessa época e eu travo completamente. Após começar a te ouvir e a acompanhar o seu perfil aqui no Insta, eu resolvi perguntar para minha mãe o porque que ela fez tudo aquilo. Conversamos muito e percebemos que na verdade ela se comportou da mesma forma com muitas outras coisas, comigo na natação e outros esportes que ela achava perigoso, até andar sozinha de ônibus. Quando vimos, percebemos o quão catastrófica ela era, e o quanto esse comportamento acabou definindo muitos aspectos da minha vida. Mas agora, estou pronta para mudar! Muito obrigada.

Essa mensagem me fez pensar em tantas coisas. Desde princípios budistas até memórias de quantas pessoas já devo ter conhecido que passou ou passa por essa mesma dificuldade.

Aqui em casa um fato curioso, às vezes uma de nossas filhas é a nossa catastrófica!


Levamos super tranquilo e não alimentamos esse fato. O que fazemos é explicar para ela as consequências das coisas, e na verdade, por muitas vezes, explicamos que o que mais importa é o presente o agora. Que se o presente tiver uma postura, uma atitude, uma intenção, positiva e construtiva, nada há que se preocupar com a consequência.


Não importa.

Agora, em vez de ela ficar se preocupando muito com o futuro e consequência das coisas, ela diz muito, não importa mamãe agora esta bom.

Há um ensinamento Cherokee que diz que dentro de nós a uma batalha constante de dois lobos, um mal e um bom, e vence aquele que nós alimentarmos. Portanto, alimente o seu melhor EU que você atrairá coisas positivas e trará a sua casa comportamentos positivos.


Publicado em Parentalidade

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